Recursos naturais gerados para 2014 acabam hoje

por Redação do EcoD

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Este 19 de agosto marca o dia da Sobrecarga da Terra (Overshoot Day). Foto: charamelody

Procure imaginar o planeta Terra como um grande banco de recursos naturais. Imaginou? Pois é, esse banco está entrando “no vermelho” a partir desta terça-feira, 19 de agosto. Segundo dados da Global Footprint Network (GFN), uma organização de pesquisa que mede a pegada ecológica do homem, em menos de oito meses esgotamos todos os recursos que a natureza é capaz de oferecer de forma sustentável no período de um ano.

Este 19 de agosto marca o Dia da Sobrecarga da Terra (Overshoot Day). Isto significa que pelo resto do ano, vamos manter o nosso déficit ecológico: reduziremos nossas reservas e aumentaremos ainda mais a quantidade de dióxido de carbono (CO²) produzidos na atmosfera.

A cada ano, os recursos naturais duram menos. No ano 2000, por exemplo, este dia de esgotamento foi em 1º de outubro. Hoje, 85% da população mundial vive em países que demandam mais da natureza do que os seus ecossistemas podem renovar.

Estados adotam meta de reduzir desmatamento em 80% até 2020

por CarbonoBrasil/GCF

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Declaração de Rio Branco, assinada por 13 estados brasileiros e estrangeiros, estabelece o compromisso de preservar as florestas, mas afirma que isso só será possível se os recursos necessários forem arrecadados.

A capital do Acre está recebendo a oitava reunião anual da Força Tarefa dos Governadores para o Clima e Florestas (GCF), entidade que reúne 22 estados e províncias de sete países, e antes mesmo de o evento acabar um importante documento foi apresentado.

A Declaração de Rio Branco (que será disponibilizada na íntegra em breve no portal do GCF) propõe a meta de reduzir o desmatamento em 80% até 2020, desde que exista um financiamento – público ou através de mecanismos de mercado – de longo prazo para promover as ações essenciais para a preservação das florestas.

Treze estados já assinaram o documento, entre eles o Acre, mas espera-se que, até o fim do evento, nesta quinta-feira (14), mais membros do GFC se tornem signatários.

Ecoalfabetização

por Marcus Eduardo de Oliveira*

“Nossos alunos precisam ser ensinados que o crescimento econômico – quando acontecer – deve vir em conjunto com a justiça social, sempre resguardando a proteção do meio ambiente”, propõe o economista Marcus Eduardo de Oliveira . 

Ao desconsiderar o sistema ecológico em toda sua amplitude na peculiar relação que mantém com o sistema econômico, a teoria econômica tradicional ignora assim, de fato e de direito, o que se sucede em termos de movimentação dentro da atividade econômica produtiva, a saber: entra (materiais) e sai (resíduos); entra matéria e energia, sai ejetada poluição e detritos.

Dessa forma, fluxos de entrada (materiais e energia) e de saída (produtos e resíduos) precisam ser considerados, e não relegados ao esquecimento, como tem sido comum pelas lentes míopes da economia neoclássica, envolta numa macroeconomia que não mantém vínculos estreitos com as coisas da natureza. Trata-se, portanto, de enorme equívoco enxergar a atividade econômica de forma isolada, sem interação com o meio ambiente. Cabe aqui contextualizar que a economia é apenas uma parte de um todo; o todo é o meio ambiente. Nesse sentido, o diálogo entre essas duas ciências (sociais e naturais) é cada vez mais necessário. A “conversa” entre a Economia e a Ecologia tem obrigatoriamente de acontecer para que a conscientização ecológica se faça presente, até mesmo porque “não existe sociedade (e economia) sem sistema ecológico, mas pode haver meio ambiente sem sociedade (e economia)”, como bem asseverou o professor Clóvis Cavalcanti. 

A mobilidade urbana e a dívida ambiental de São Paulo

por Ricardo Young*

A mobilidade na maior cidade do Brasil não é um desafio para amadores. Trata-se de um sistema complexo, interdependente e interrelacionado, que vem configurando a forma de crescimento de São Paulo nas últimas décadas.

Diariamente são realizadas cerca de 29,7 milhões de viagens motorizadas, e outras 13,976 milhões não motorizadas, em percursos cada vez mais longos, percorrendo vias cada vez mais repletas de carros e utilizando transportes coletivos lotados e estuporados.

Este cenário tornou o transporte responsável por cerca de 61% das emissões provenientes de energia na cidade de São Paulo. É um arranjo pouco eficiente, que faz crescer a cada dia o débito ambiental da capital paulista.

A equação é: consumo de energia, de fonte renovável ou não, para movimentar modais em vias construídas à custa de impermeabilização do solo e canalização de rios, entre outros impactos, gerando a emissão de uma enorme quantidade de gases causadores de efeito estufa. Além disso, o modelo de cidade que se apresenta hoje é excludente, empurra a população de menor poder aquisitivo para a periferia, e amplia a necessidade de deslocamentos diários, já que os empregos permanecem nas regiões mais centrais. A maior necessidade de locomoção vem acompanhada de maior demanda por infraestrutura de transporte, agravando ainda mais o quadro exposto. A situação mostra como mexer com a mobilidade é uma oportunidade de ação vigorosa em relação à redução da poluição e reversão deste processo de geração de impactos.

Estudo aponta oito tendências de sustentabilidade para pequenas e microempresas

por Redação do Ideia Sustentável

Capa do Estudo Estudo aponta oito tendências de sustentabilidade para pequenas e microempresasMais de 70 especialistas internacionais e nacionais fundamentam pesquisa do NEXT – Observatório de Tendências em Sustentabilidade da consultoria Ideia Sustentável.

Apresentar cenários, inspirar novas escolhas e convidar à reflexão e à ação: esse é o objetivo do recém-lançado Estudo NEXT – 8 Tendências de Sustentabilidade para Pequenas e Microempresas, realização da consultoria Ideia Sustentável, que traz os mais atuais desafios e oportunidades para organizações de pequeno porte interessadas em inserir o tema da sustentabilidade em suas práticas e estratégias. Artigos de especialistas, cases de sucesso, quadros de passo a passo, opiniões de líderes empresariais e recomendações de pesquisas complementam o levantamento, disponível para download gratuito (clique aqui).

“Estou genuinamente animado com o NEXT – Observatório de Tendências em Sustentabilidade da Ideia Sustentável”, afirma John Elkington, diretor executivo da Volans e cofundador da SustainAbility, em artigo exclusivo para a pesquisa. Ele é um dos 70 especialistas – internacionais e nacionais – consultados pelo levantamento, que ainda traz como fontes cerca de 25 líderes empresariais e 35 livros, publicações científicas, entrevistas e conferências. Para complementar os textos explicativos de cada tendência, o estudo conta também com artigos especiais de Aileen Ionescu-Somers (IMD), Homero Santos (Fractalis), Luiz Barretto (Sebrae) e Thomaz Srougi (dr.consulta), além de depoimentos de executivos de empresas integrantes da Plataforma Liderança Sustentável, apresentações das melhores práticas nacionais e internacionais e dicas de como trabalhar cada desafio.

“Não haverá mudança possível na direção de um modelo de negócio mais sustentável se ela não ocorrer também nos 9 milhões de micro e pequenos negócios brasileiros”, afirma o consultor Ricardo Voltolini, diretor-presidente de Ideia Sustentável. Afinal, eles representam 27% do PIB nacional, empregam 52% da mão de obra formal, estão em todos os cantos do Brasil, integram as cadeias de valor das grandes empresas, compõem arranjos de desenvolvimento local, promovem a inclusão, oferecem espaço para empreendedores que mudam realidades adversas, atendem demandas das comunidades e funcionam como porta de entrada no mercado de trabalho para milhares de jovens de baixa renda. “Logo, não apenas os micro e pequenos empreendedores devem acessar o estudo, mas todas as organizações e profissionais que atuam em seu suporte”, acrescenta Voltolini.