Seminário Sebrae de Sustentabilidade começa com foco em negócios transformadores

luiz ecod Seminário Sebrae de Sustentabilidade começa com foco em negócios transformadores

Luiz Barretto, presidente do Sebrae, destacou a importância dos pequenos negócios para a sustentabilidade. Foto: Rodrigo Lorenzon

Destacar os negócios que transformam realidades. Este é o principal objetivo do quarto Seminário Sebrae de Sustentabilidade, que teve início nesta terça-feira, 29 de julho, no Centro de Eventos do Pantanal, em Cuiabá. Com cobertura do EcoD, o encontro reuniu em sua abertura cerca de 500 pessoas, entre empresários, jornalistas e representantes do Sebrae de todo o país.

O presidente do Sebrae, Luiz Barretto, destacou que os pequenos negócios têm “imensa participação” na economia brasileira, uma vez que, atualmente, um quarto do que se produz no país vem das MPEs (micro e pequenas empresas).

Achamos que não é conosco

shutterstockdesmatamento 380x253 Achamos que não é conosco

Foto: Shutterstock

Algumas bocas sinceras dizem que um dos motivos pelos quais Estados Unidos não ratificou o Protocolo de Quioto (que prescreve metas de redução de gases que prejudicam o meio ambiente) é o receio de entravar alguns setores de sua economia. Talvez se refiram às indústrias estadunidenses que poluem o ar, a água e o solo. Por analogia, é possível deduzir que o Brasil só não acaba com o desmatamento de uma vez por causa da expansão descontrolada da agricultura e da pecuária no interior.

No entanto, a Organização das Nações Unidas (ONU) declarou recentemente que tais setores agrícolas e pecuários no Brasil encontraram maneiras de prosperar sem desmatar. Este ritmo de sustentabilidade une-se ao elogio da ONU, durante uma reunião sobre mudanças climáticas em 5 de junho de 2014, aos esforços do Brasil no combate ao desmatamento e na redução da emissão de gases que causam efeito estufa.

Esforços devem ser redobrados para alcançar as Metas de Aichi para a biodiversidade

por Fernanda B. Müller, do CarbonoBrasil

biodiversidade Esforços devem ser redobrados para alcançar as Metas de Aichi para a biodiversidade

O avanço em direção ao cumprimento do Plano Estratégico para a Biodiversidade 2011-2020 e suas 20 metas, definidas sob a Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB), não está sendo rápido o suficiente, é o que aponta uma série de documentos divulgados após reuniões técnicas realizadas na semana passada.

O secretario executivo da CDB, o brasileiro Bráulio Dias, enfatizou que “há um consenso claro sobre a necessidade de redobrar nossos esforços para o alcance das metas”.

Após dias de deliberações sobre questões científicas que informarão os futuros esforços nacionais para o cumprimento das chamadas Metas de Aichi, representantes do governos signatários definiram uma série de recomendações que serão debatidas durante a 12° CDB, que será realizada em outubro na cidade de Pyeongchang, na Coreia do Sul.

Os Parques de Papel ameaçam a Mata Atlântica

1117 Os Parques de Papel ameaçam a Mata Atlântica

No último dia 27 de maio, “Dia Nacional da Mata Atlântica”, a Fundação SOS Mata Atlântica e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) divulgaram dados do Atlas dos Remanescentes Florestais da Mata Atlântica, estudo que há 28 anos monitora o desmatamento do bioma. E o resultado observado foi um aumento de 9% do valor bruto do desmatamento comparado com o ano anterior. Foram suprimidos 23.948 hectares, ou 24 mil campos de futebol, de vegetação nativa.

Os Estados de Minas Gerais, Bahia, Piauí e Paraná são os com situação mais crítica. Juntos, foram responsáveis por 92% do total dos desmatamentos, o equivalente a 21.973 hectares. Minas Gerais, com 8.437 hectares suprimidos, é o campeão do desmatamento pelo quinto ano consecutivo.

A revolução da energia se projeta para o futuro na Alemanha

14 A revolução da energia se projeta para o futuro na Alemanha

Helsinque, Finlândia, junho/2014 – A Alemanha é hoje em dia a primeira nação no campo da energia renovável. Os números afirmam isso. A economia alemã obtém 29% da eletricidade que consome de fontes renováveis: solar, hídrica, eólica e a proveniente de madeira e biomassas.

Essa média nacional oculta grandes diferenças entre as regiões do país. O Estado de Saarland produz apenas 15% de eletricidade de fontes renováveis e o de Rheinland-Pfalz só 21%, enquanto os Estados de Schleswig-Holstein e Mecklenburg-Vorpommern chegam a 54% e 56%, respectivamente.

O caso que chama mais a atenção é o do Estado de Brandenburgo, vizinho a Berlim, onde 78% da eletricidade provem de turbinas eólicas, painéis fotovoltaicos e biomassa.

Deve-se destacar que Brandenburgo é um território mediterrâneo e faz parte da vasta planície do norte da Europa. Em outras palavras, não tem acesso ao mar e sua capacidade de gerar energia de origem hídrica, e complementar com outras fontes renováveis, é escassa.

Apesar dessas limitações, é provável que em alguns anos Brandenburgo chegue a gerar mais eletricidade de origem renovável do que a que consumirá, e exportar uma parte crescente de sua produção.

É frequente a afirmação de que é quase impossível conseguir um sistema de energia que obtenha 100% de sua eletricidade de fontes renováveis.